|

Richard
Bach e
Eliane de Araujoh

Era uma vez uma jovem que leu um livro e se
apaixonou por suas idéias. O livro: Fernão Capelo Gaivota de
Richard Bach.
Aquela jovem sentiu-se a própria gaivota e
escolheu voar.
Seu sonho? Conhecer o escritor que havia de
uma maneira ímpar influenciado sua vida.
Ela, que adorava escrever, publicou seu
primeiro livro inspirado na idéia de voar. O nome do livro Liberdade
de Ser.
Sua cabeça fervilhava de idéias. Ela sabia
que "A vida é uma linda escola, onde cada um de nós somos professores e
aprendizes. O verdadeiro amor consiste em compartilhar aquilo que
aprendemos com outras pessoas, com outras gaivotas".
Para transmitir suas idéias, começou a
escrever histórias. Daí nasceu o seu segundo livro Histórias para sua
Criança Interior.
Entregou o novo livro à editora com a
seguinte dedicatória: "A Richard Bach que enriqueceu minha vida
com seus livros."
Ela não sabia se ele estava vivo quando
dedicou-lhe o livro, mas pensou: "Nos desenhos e filmes, uma mensagem é
colocada numa garrafa e lançada ao mar. Vou colocar minha mensagem num
livro, assim, pelas ondas da vida, esta mensagem poderá um dia chegar
até as mãos de Richard Bach. Ele então saberá que no Brasil
existe alguém que tem as mesmas idéias e acredita nas mesmas coisas que
ele."
Convidou outro grande escritor, César
Romão, para que escrevesse o prefácio de seu livro. Ele aceitou o
convite e disse:
- Eu também tinha um sonho parecido com o
seu: conhecer o escritor Og Mandino, e consegui. Ele, inclusive,
escreveu uma nota sobre o meu livro A semente de Deus, porém não
sei se Richard Bach ainda é vivo, mas como eu tenho contato com a
editora dele vou confirmar esta informação para você.
- Tudo bem, – ela respondeu - se esta
informação for verdadeira saberei esperar o momento certo para
encontrá-lo no plano astral. Dizem que lá existem escolas ou colônias
espirituais onde as pessoas mais sábias dão palestras. Estarei lá
sentada e aprendendo, mas que eu vou conhecê-lo pessoalmente um dia eu
vou. Nesta vida ou em outra vida. Tenho a eternidade para isto.
Essa jovem era eu. Dias se passaram.
Numa noite, ao chegar em casa, liguei o
computador para ler as mensagens eletrônicas via Internet e lá estava:
|
Dia 26/04/2000 23h14
Prezada Eliane,
Você me fez um pedido para fornecer-lhe informações sobre meu querido
companheiro Richard Bach, pois então lá vai:
Ele estará no Brasil - e estará autografando na Bienal - não tenho o dia
ainda, provavelmente no Domingo, dia 30. Estou indo em viagem e volto
somente no Domingo para o Lançamento de meu novo livro "Fábrica de
Gente" na Bienal as 16h - Siciliano - mas você pode consultar a Turma da
organização da Bienal e saber o dia e hora - no lugar da dedicatória em
seu novo livro de histórias, coloque uma foto sua com ele...
Boa sorte.
César Romão
|
Ao ler isto fiquei estática por alguns
segundos olhando para a tela do computador. Imediatamente enviei outro
email:
|
Dia 26/04/2000 23h30
César Romão,
Você é um anjo ou o quê? Estou sonhando?!!!...
Iupiiii... Que alegria :-) :-) :-)
Obrigada!
Sonhando e Realizando. Você não poderia ter escolhido título melhor para
o seu livro.
Deus te abençoe. Ouça o meu programa na rádio amanhã. Estarei divulgando
o horário de lançamento do seu livro na bienal. É o mínimo que eu posso
fazer por você. Conte comigo sempre.
Vou dormir mais feliz hoje. Conhecer o Richard Bach é o sonho da minha
vida!
Dê um abraço na Tais.
Até a próxima
Eliane
|
A resposta veio no dia seguinte:
|
Dia 27/04/2000 08h18
Eliane,
Sonhando e Realizando, é assim que devemos viver. O Universo
auxilia em nossos sonhos quando sabe aquilo que desejamos e somos claros
em pedir e falar sobre nossos sonhos.
Boa sorte e realize seu sonho, este e muitos outros.
César Romão
|
Neste mesmo dia, comentei esse fato para um
amigo e ele me perguntou:
- Por que você não entrevista o Richard
Bach no seu programa de rádio?
Eu olhei para ele com a "cara" mais
espantada deste mundo e disse:
- EU?! Espere aí! Richard Bach é uma
pessoa muito importante, conhecida no mundo inteiro e vai ser muito
difícil eu conseguir entrevistá-lo… mas… POR QUE NÃO?
No dia seguinte, às 14h, consegui o telefone
da assessoria de imprensa de Richard Bach. Disse que tinha um
programa na Rádio Mundial há quase sete anos e seria muito
importante para os ouvintes da rádio esta entrevista.
A resposta: "Deixe o seu telefone que, se
houver interesse, nós retornaremos sua ligação."
Eu desliguei e pensei: "Só um milagre!"
Meia hora depois - 14h30 - o telefone tocou
e eu ouvi:
- Richard Bach já está aqui no Brasil, só que ele não poderá ir
até a Rádio.
Você pode vir às 17 horas de hoje no
hotel onde ele está hospedado?
Eu respondi:
- Claro que sim. Onde é o hotel? Porque faltam aproximadamente 2 horas
para eu chegar aí.
Acreditem! O hotel onde ele estava hospedado
ficava a menos de 1 quilômetro do local onde eu me encontrava. Eu podia
ir a pé se eu quisesse.
Quando desliguei o telefone, eu senti, tive
a certeza: o que existe são escolhas. Nós escolhemos o nosso destino de
acordo com as decisões que tomamos. Se eu não tivesse acreditado que eu
podia, eu não teria conseguido. A única coisa que me separava do meu
sonho era a minha crença no "eu posso".
Arrumei tudo rapidamente, gravador, máquina
fotográfica, pilhas e lá fui eu.
Foi um momento de muita magia e emoção.
Richard Bach é uma pessoa doce,
terna. Seu sorriso e seus olhos tem o brilho que só as pessoas que
conquistaram a verdadeira liberdade podem expressar.
No dia 30/04/2000, César Romão estava
na Bienal do Livro. Fui parabenizá-lo pelo lançamento e com muito
entusiasmo contei que eu havia conversado pessoalmente com Richard
Bach.
César Romão ouviu com atenção e
escreveu ao autografar o seu livro para mim:
|
"Não é incrível quando
um sonho parece grande e daí o realizamos, e ele fica do tamanho de
nossos corações?"
|
Felizmente, antes do livro ir para a gráfica
deu tempo de incluir este capítulo.

"O
que nos separa de nossos sonhos ou dos ideais de nossa alma são as
nossas crenças, nossas escolhas. A fé remove montanhas sim, mas a
montanha que precisamos transpor é a montanha dos obstáculos. Obstáculos
como a falta de confiança em nós. Quando confiamos em nós, tomamos
decisões que mudam o percurso daquilo que chamamos ‘destino."
Eliane de Araujoh
Escritora
|