|
Amor Materno

Há
mulheres que dedicam suas vidas inteiramente aos filhos,
esquecendo-se completamente de si.
Quando os filhos
tornam-se adultos, elas cobram dos filhos o desamparo que
elas sentem.
Este tipo de mãe é aquele que tem uma quantidade de
amor para dar. É como se tivesse uma bacia dágua,
e com o passar dos anos fosse pegando a água com a
caneca e dando aos seus filhos.
No final da vida a bacia
está seca.
Esta mãe torna-se triste, vazia, sentindo-se abandonada
e sem rumo, e começa a cobrar dos filhos o
amor que ela lhes deu, exigindo que eles
encham a bacia dágua novamente, pois foram eles
que a secaram.
O amor não é limitado, o amor é fonte.
O melhor seria que, ao invés de pegar a água da bacia,
ela fosse buscar esta água de uma enorme cachoeira que
jorra dela mesma.
Este é o amor real, ilimitado e sem cobranças. Ela
sente-se viva e feliz de ver seus filhos crescidos e
prontos para o mundo, sentindo-se ainda amparada pela
mesma fonte que a nutriu.
A criança sempre retribui, na hora, o amor que lhe é
dado, pelo sorriso, pela expressão de felicidade e
confiança. Ela não fica em débito.
O adulto é que, às vezes, na sua visão mercantilista,
vê no filho um investimento futuro, esperando
devolução com juros.
Texto extraído do Livro: Liberdade de Ser
Autora:
Eliane
de Araujoh
|