LOCALIZAÇÃO -
A Serra do Roncador consiste em uma área
de
relevo íngreme e acidentado situada ao meio da floresta amazônica no estado do
Mato Grosso, se estendendo desde o município de Barra do Garças
até a Serra do Cachimbo, no estado do Pará. O nome "Roncador" vem
do fato do vento passar pelos paredões rochosos durante a noite, produzindo um
som grave que se assemelha ao ronco de uma pessoa dormindo. Em Nossa viagem
passaremos por Barra do Garças, Nova Xavantina e Campinápolis, onde fica
a Aldeia do Índios Xavantes.
HISTÓRIA - As primeiras notícias da região que hoje
compreende
Nova Xavantina vêm de meados do século XVII. Bandeiras como a de
Bartolomeu Bueno da Silva, o Anhanguera, e Pires de Campos percorreram
a área por volta de 1660, capturando índios para depois vendê-los como
escravos. Estas expedições foram responsáveis pelo surgimento da lenda da
Serra dos Martírios, um lugar fantástico indicado por formações
geográficas que lembravam os martírios de Cristo, onde haveria muito ouro
de superfície. O local descrito pelos bandeirantes nunca foi encontrado,
mas rapidamente surgiram pequenas vilas garimpeiras, como a de Araés, ao
longo do Rio das Mortes. Entretanto, com o fim do ouro de
lixiviação,
os
povoados logo foram abandonados. Somente em 1944, com a chegada da
Expedição Roncador-Xingu, começou a ser erguida uma nova cidade. Em
28 de fevereiro daquele ano, um dos expedicionários avistou – de cima de
um “pau d’óleo”, tipo de árvore típica da região – o Rio das Mortes.
Em torno desta árvore foi construído o acampamento de Xavantina,
nome escolhido pela Expedição em homenagem aos Índios Xavantes,
habitantes originais do lugar.
CLIMA
-
O clima é quente, mas sujeito a variações bruscas de temperatura.
Os dias são geralmente muito quentes e as noites um pouco mais frescas,
principalmente quando há brisa.
MISTICISMO - A Serra do Roncador, é uma área muito
valorizada
pelos seguidores de seitas místicas. Foi nesse local que, procurando pela
civilização perdida de Atlântida, o Coronel Percy Fawcett
desapareceu misteriosamente, dando origem a muitas lendas. Acredita-se que
seres evoluídos possuem cidades subterrâneas cujas entradas ficam
escondidas no meio da serra. Ao meio da serra há um lago chamado de "o
Portal". Essa Lagoa é misteriosa por possuir águas extremamente
cristalinas e não haver nenhum ser vivo dentro dela. Segundo a crença
esotérica, deve-se mergulhar nesta lagoa para se ter acesso a Atlântida.
Outro acesso seria uma enorme rocha de cristal perfeitamente redonda e
transparente, medindo aproximadamente 10 metros de diâmetro. Os ancestrais
dos Índios Xavantes, utilizavam essa rocha como espelho.

Em Nova Xavantina há também um dos templos da Eubiose, que
faz parte do Sistema Geográfico do Roncador.
MISTÉRIOS DO CEL. FAWCETT - Para se entender melhor sua
história
é preciso esclarecer certos fatos na vida de Fawcett. Logo no início do
século XX, ele serviu no Ceilão (antigo Sri Lanka) e foi vice-rei da Índia.
Dizem que nesse período participou de diversos rituais tibetanos e começou a se
interessar cada vez mais por esoterismo. As primeiras andanças do coronel
pela América do Sul foram em 1906/1907, quando ele esteve nos Andes e na
Amazônia Boliviana. A partir daí organizou sucessivas expedições (1910,
1911, 1913...) pelo continente até o seu sumiço, na década de 1920. O que ele
procurava ninguém sabe ao certo. Fawcett ganhou de Sir H. Rider
Haggard, autor do livro As Minas do Rei Salomão, uma estatueta que
tinha indicações para se encontrar a embocadura de uma cidade subterrânea na
Serra do Roncador. “Ele estava à procura de uma civilização remanescente de
Atlântida, que desapareceu 9mil anos antes de Cristo”.
O
documento 512, conservado na Biblioteca Nacional, descreve ruínas gigantescas e
inscrições cuneiformes encontradas no século XVII por um grupo de tropeiros
vindos da Bahia. Fawcett obteve uma cópia desse material, o que
o ex-senador, Valdon Varjão, diz que “encaixou como uma luva, pois
provava que a tal cidade perdida estava no maciço central brasileiro”.
São várias as versões que explicam o desaparecimento do explorador, algumas até
um tanto fantásticas. Uma reportagem publicada no jornal Folha da Noite, em
abril de 1937, trazia relato de um caçador suíço chamado Stephan Rattin.
Ele dizia que encontrou Fawcett prisioneiro dos “índios morcegos”, no
interior do Mato Grosso.
Algumas
comunidades místicas acreditam que Fawcett cumpriu seus objetivos,
achando uma embocadura, ou entrada para a tão procurada cidade intraterrena.
Para estas pessoas, isto está comprovado por meio de mensagens que o Coronel
enviaria regularmente falando sobre sua vida no interior da terra. Envolto em
mistérios, o destino do militar britânico continua obscuro. Do pouco que existe
de concreto sobre o assunto, sabe-se que Fawcett estava confiante no
sucesso de sua expedição. Na última correspondência enviada a sua esposa, ele
afirmava: “Vou me encontrar com índios selvagens em breve, mas você não deve
temer nenhum tipo de fracasso”.

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