O Símbolo da Sociedade Teosófica é uma perfeita equação algébrica com todos os termos expressos encerrando uma infinidade de valores, representando a intenção da Teosofia de redimir a humanidade da miséria, aflição e pecado, frutos da ignorância, causa de todo mal.
Este sinal, a sílaba sagrada AUM, em sânscrito, é a representação gráfica e sonora (OM) do mistério do Príncipio Uno, manifestado em seus três aspectos - A Trindade. A letra "A" representa o nome de Vishnu (O Preservador); "U", o nome de Shiva (O Destruidor), e M, o de Brahmâ (O Criador); é o nome místico da Divindade, a palavra mais sagrada de todas na Índia, a expressão laudatória ou glorificadora com que começam os Vedas e todos os livros sagrados ou místicos.
Todas as grandes religiões falam da Trindade embora dando nomes diferentes. Assim, por exemplo, no Cristianismo, são: Pai, Filho e Espírito Santo; na Teosofia: 1º, 2º e 3º Logos.
Os dois
triângulos eqüiláteros
entrelaçados simbolizam o
Universo como dualidade Espírito
- Matéria. O de vértice para
cima é o do Fogo, Espírito ou
Pai; o de vértice para baixo
é o da Água, Matéria ou Mãe.
Os lados do triângulo do Fogo, entre outras coisas significam Existência, Consciência e Bem-Aventurança; os do triângulo da Água significam as três características da Matéria: Inércia, Movimento e Equilíbrio. Os doze lados iguais formados pelo cruzamento das linhas da figura consideradas em conjunto, representam os "dozes deuses" da Cabala e de outras religiões antigas, os doze signos do Zodíaco, os doze meses do ano.
A Cruz Ansata simboliza o Espírito mergulhado na Matéria e nela está crucificado, porém que ressuscitou da morte permanecendo triunfante nos braços do vitimário já vencido e, por isso, é considerada a "Cruz da Vida", o símbolo da Imortalidade.
A Cruz
Suástica (cruz alada ou cruz de
fogo) é o símbolo da energia
vertiginosa que cria um Universo.
Ao contrário do que muitos
acreditam, a suástica é usada há
mais de três mil anos pelos
chineses, tibetanos, antigas
nações germânicas;
encontrada também entre os
bompas e budistas; usada
como símbolo do budismo
esotérico, figurando a
frente de todos os símbolos
religiosos de todas as nações
antigas, sendo o mais sagrado e
místico símbolo da Índia. Tem
estreita relação e até
identidade com a cruz cristã.
Como diagrama místico de bom
augúrio "svástika", ou seja,
signo de saúde, não mantém
relação alguma com o símbolo
usado na Segunda Grande Guerra.
A Serpente que morde a própria cauda é o milenar símbolo da Eternidade, o círculo sem começo nem fim em que todos os universos crescem e declinam, nascem e morrem.
Ao redor do símbolo o lema do Maharâja de Benares: Satyât nâsti paroDharma ("Não há Religião superior à Verdade").




